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Janones coloca 5% da população brasileira em um grupo de Whatsapp e reelege Lula
Quase 3 milhões de eleitores a mais foram às urnas no segundo turno. Esse saldo ajuda a compreender a reeleição de Lula e o papel de André Janones em uma campanha que encontrou no WhatsApp uma forma de recuperar a disposição de seus apoiadores. Ao reunir mais de 10 milhões de seguidores, uma audiência equivalente a quase 5% da população brasileira, o deputado organizou uma mobilização que mudou a história das eleições presidenciais.
A abstenção caiu de 21,08% para 19,2%, um feito inédito, que parecia quase impossível. Desde a redemocratização, o comparecimento só havia aumentado entre os dois turnos presidenciais uma vez, em 2022. Naquela ocasião, o avanço foi de 0,36 ponto percentual. Agora, chegou a 1,88 ponto, cinco vezes mais. Era o único caminho possível para Lula chegar ao quarto mandato. O outro seria virar votos do seu opositor, perante uma disputa onde o voto estava mais do que cristalizado.
Durante décadas, as campanhas chegaram à votação no segundo turno sabendo que parte dos eleitores ficaria pelo caminho. Candidatos a deputado deixavam de mobilizar suas bases, grande parte das disputas estaduais já estavam resolvidas e uma parcela da população simplesmente não voltava para votar. Alterar esse comportamento exigia alcançar pessoas para quem a escolha do presidente, embora importante, não era suficiente para garantir a ida à urna.
Janones atuou sobre essa distância entre ter um candidato e não deixar de comparecer às urnas. E foi além, fazendo com que os apoiadores assumissem o resultado da eleição como uma responsabilidade pessoal e a busca por mais votos como uma tarefa de cada um.
O canal "Exército do Lula" deu aos apoiadores uma função cotidiana. Havia convocações e metas. A eleição passou a ocupar o telefone celular com uma frequência e uma proximidade que a propaganda convencional dificilmente conseguiria reproduzir. E, mais do que impor narrativas de redes, também fez as pessoas irem às ruas, com manifestações que lotaram as principais avenidas e praças do Brasil.
Finalizada a apuração, o Exército de Lula seguirá ativo, com capacidade de mobilizar milhões de pessoas, pressionar adversários e influenciar o debate público. Essa força acompanhará o próximo mandato e também exigirá responsabilidade. O país que sai das urnas continua dividido, com uma parcela expressiva da população que rejeita o presidente e o projeto político que ele representa.
Lula terá de administrar o Brasil e buscar a reunificação, construindo condições para que brasileiros em campos opostos reconheçam um futuro comum. Seu quarto mandato será também uma transição para uma nova era política, que começará a se definir no próximo pleito, quando ele não estará mais na disputa. A mobilização que ajudou a reelegê-lo mostrou sua força e agora o desafio agora será preparar o país para o futuro, menos polarizado e com eleitores mais atentos e mais ativos.
BOLETIM AP EXATA 24-10: Debate da Globo dá ganho residual a Lula, mas não reduz avaliação negativa do governo
O debate da Globo pouco alterou o cenário digital, apesar de Lula ter conseguido um desempenho levemente melhor que Flávio. A melhora, no entanto, foi residual e não alcançou o indicador central para o presidente nesta eleições, que é a avaliação do governo. Ruim e péssimo permanecem em 41,5%, contra 34,3% de ótimo e bom e 24,2% de regular. Os três índices ficaram iguais aos registrados na véspera.
A avaliação negativa supera a positiva em 7,2 pontos percentuais. A maior circulação de manifestações favoráveis a Lula não se converteu em melhora na percepção sobre sua gestão. O desafio permanece convencer o eleitor ainda em dúvida de que o governo merece um novo mandato.
Nas menções positivas, Lula passou de 42,23% para 42,85%, avanço de 0,62 ponto percentual. Flávio Bolsonaro recuou de 39,92% para 39,34%, queda de 0,58 ponto. Na confiança, o presidente subiu de 15,09% para 15,56%, enquanto o senador oscilou de 15,17% para 15,13%. A diferença de apenas 0,43 ponto mantém os candidatos próximos.
A repercussão sugere maior atividade da militância petista na exploração de episódios virais. A esquerda impulsionou a reação de Lula à expressão “nove dedos”, o pedido de desculpas de Flávio e a hashtag #SomosTodos9Dedos. Também explorou a presença da mãe de Ana Clara e recuperou vídeos de Jair Bolsonaro imitando falta de ar, após o senador negar que o pai tivesse debochado das vítimas da Covid-19.
A direita difundiu a fala de Lula de que iria “acabar com a polícia”, associando o presidente à tolerância com criminosos. Circularam ainda os memes sobre o “Gugo”, as respostas de Flávio aos pedidos de consulta ao Google e comparações de Lula com Joe Biden, avançando para o etarismo.
Portanto, o saldo indica leve proveito de Lula na disputa entre militâncias, sem alteração significativa do cenário. A avaliação do governo permaneceu intacta. Os dados mostram maior recepção positiva ao candidato, mas não evidenciam que ele tenha conseguido transformar essa mobilização em convencimento dos indecisos.
AP EXATA ALERTA 21/10: Dados mostram estabilidade e debate da Globo será a última grande possibilidade de mudar rumo da disputa entre Lula e Flávio
Os indicadores da AP Exata mostram uma disputa bastante equilibrada, mas ainda sujeita a oscilações. Lula registra 39,55% de menções positivas, contra 38,70% de Flávio Bolsonaro, vantagem de apenas 0,85 ponto percentual. Na confiança, Flávio aparece ligeiramente à frente, com 14,86%, contra 14,71% de Lula, diferença de 0,15 ponto. Embora os indicadores tenham apresentado movimentações nos últimos dias, nenhum dos candidatos conseguiu estabelecer uma vantagem consistente.
A avaliação do governo apresenta menor variação, com 41,7% de ruim/péssimo, 34,2% de ótimo/bom e 24,1% de regular. A sucessão de anúncios e medidas de Lula não conseguiu produzir uma recuperação expressiva de sua imagem. A persistência da avaliação negativa acima de 40% representa um obstáculo à ampliação de seu eleitorado e dificulta uma virada. Com o voto bastante consolidado, uma mudança se torna mais distante. Já a aposta do presidente no aumento do comparecimento às urnas enfrenta o histórico dos segundos turnos, tradicionalmente marcados pelo crescimento da abstenção ou, nos casos em que houve exceção, pelo crescimento irrelevante.
Na guerra de narrativas desta quarta-feira, a direita apresenta maior capacidade de mobilização, impulsionada especialmente pelo vídeo de Nikolas Ferreira sobre o Nordeste, que ultrapassa 150 milhões de visualizações. A esquerda permanece na defensiva, concentrando esforços em responder às críticas e conter a circulação dos conteúdos adversários, mas tenta avançar com novas denúncias. Organizada no grupo “Exército do Lula”, com mais de 7 milhões de integrantes, conta com uma importante arma para impor narrativas.
Nesse cenário, o debate da Globo, na próxima sexta, pode representar o último grande acontecimento da campanha capaz de alterar significativamente a disputa. Por enquanto, as redes revelam uma eleição apertada, com intensa disputa de narrativas, mas sem uma tendência clara de mudança em relação aos que as pesquisas vêm registrando neste segundo turno.
Sergio Denicoli retweeted
Pesquisas mostram dificuldade de virar votos, diz CEO da AP Exata
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BOLETIM AP EXATA 16-10: Fim da escala 6x1 começa a melhorar imagem do governo, mas efeito ainda é limitado*
A aprovação do fim da escala 6x1 provocou forte mobilização da esquerda nas redes, com comemorações pela medida e pressão sobre Flávio Bolsonaro. Os indicadores da AP Exata mostram que a repercussão começa a contribuir para uma melhora na imagem do governo Lula, embora em intensidade bastante inferior à mobilização promovida pelo PT.
Desde terça-feira (13), quando Davi Alcolumbre retomou a discussão sobre a PEC, a avaliação ótima/boa avançou 0,4 ponto percentual, passando de 33,7% para 34,1% nesta sexta-feira (16). No mesmo período, a avaliação ruim/péssima recuou apenas 0,1 ponto, de 42,1% para 42%. A avaliação negativa permanece 7,9 pontos acima da positiva.
Os dados indicam que a medida pode estar ajudando Lula a recuperar parte de sua imagem, mas ainda não produziu a reação expressiva esperada pela esquerda, apesar de haver uma tendência.
Militantes da esquerda também têm denunciado uma suposta redução do alcance de publicações pró-Lula pela Meta, o que vem estimulando ações organizadas para ampliar a circulação de conteúdos nas redes e também a mobilização offline, para convencer eleitores e conquistar votos.
O avanço gradual da avaliação positiva do governo, mesmo que pequeno, merece acompanhamento nos próximos dias para verificar se representa o início de uma recuperação mais consistente ou apenas uma oscilação pontual.
Com dados da AP Exata. cnnbrasil.com.br/politica/me…
BOLETIM AP EXATA 09-10: índices de Flávio nas redes são superiores aos de Lula e alta avaliação negativa do governo revela um teto eleitoral claro
Flávio Bolsonaro está à frente de Lula em menções positivas e volume de confiança, na leitura desta sexta-feira (9). O senador registra 42,49% de menções positivas, contra 41,29% do presidente, vantagem de 1,2 ponto percentual. Na confiança, Flávio marca 16,27% e Lula, 15,97%, diferença de 0,3 ponto.
A vantagem nos dois indicadores pessoais acompanha a recuperação de Flávio nas redes. As menções positivas ao senador tiveram alta de 0,87 ponto desde o dia da votação, em 4 de outubro. A confiança avançou de cerca de 15% no mesmo período.
O senador também permanece próximo do patamar de confiança anterior à crise do Banco Master. No auge da crise, o indicador chegou a 10,3%. A leitura atual representa uma recuperação de quase seis pontos percentuais, equivalente a um crescimento de aproximadamente 58%.
Essa melhora ganhou força na semana que antecedeu o 1º turno, quando Flávio avançou 7,5 pontos nas menções positivas. Apesar da retração temporária no episódio do cancelamento do debate da Globo, no dia seguinte ao episódio ele voltou a crescer, o que lhe garantiu a vitória na primeira etapa da eleição.
Cabe ressaltar que, apesar de Lula manter indicadores pessoais próximos aos de Flávio, a avaliação do governo segue praticamente estável desde agosto. Na leitura de hoje, ruim ou péssimo está em 42,1%, ótimo ou bom em 33,6% e regular em 24,3%. A distância de 8,5 pontos entre a avaliação negativa e a positiva mantém um limite político à recuperação do presidente e um teto eleitoral que ele não tem conseguido ultrapassar.
Cabe lembrar que os dados da AP Exata mostraram, atempadamente, que os anúncios do aumento do Bolsa Família, da MP das bets e do Desenrola 3 não alteraram a avaliação do governo, impedindo um ganho eleitoral significativo com as medidas.
BOLETIM AP EXATA ALERTA: IMPACTO DO CANCELAMENTO DO DEBATE DA GLOBO
Lula e Flávio enfrentam desgaste nas redes após noite sem debate, com perda mais acentuada para o senador
Lula saiu relativamente favorecido das movimentações de ontem, por conta de um desgaste mais acentuado enfrentado por Flávio. Na leitura de dados da AP Exata nesta manhã, as menções positivas ao presidente, nas redes, ficaram em 43,27%, queda de 0,52 ponto em relação à leitura de ontem à tarde. Flávio caiu 2,48 pontos, para 37,86%. A diferença entre os dois, em menções positivas, passou de 3,45 para 5,41 pontos.
O cancelamento do debate pela Globo retirou de Lula a pressão de ser confrontado pelos candidatos presentes e permitiu que conduzisse sua comunicação pelo Flow, mas colocou sobre ele a imagem de alinhamento com uma alegada censura do judiciário. Para Flávio, a acusação de censura mobilizou aliados, mas passou a disputar espaço com a narrativa de que o senador havia recuado para não enfrentar Renan Santos. Essa interpretação foi promovida por Renan e também pela esquerda.
A live de Flávio não foi acompanhada de recuperação nos indicadores.A confiança nos posts que o mencionam caiu de 14,43% para 14,07%, enquanto o medo passou de 17,92% para 18,19%. Lula também teve redução da confiança, de 16,31% para 16,23%, e o medo diminuiu de 16,19% para 15,89%.
Lula conseguiu boa audiência no Flow, com pico de 1,7 milhão de pessoas assistindo, mas a entrevista também forneceu material para críticas. A declaração de que não sabia da gravidade das bets foi explorada para questionar por que a proibição veio perto da eleição. No caso do INSS, a defesa de Lulinha e a negativa de conhecer Roberta Luchsinger, lobista amiga do filho e investigada no escândalo, provocaram cobranças, com fotografias usadas para contestar sua resposta. Pela militância de esquerda, circularam os trechos em que Lula mencionou viagens de Luciano Huck no avião de Vorcaro, críticas a Flávio e mensagem aos jovens.
Na live de Flávio, o pico foi de 980 mil pessoas assistindo. A acusação de censura e de interferência do Judiciário nas eleições mobilizou os aliados. Os recortes de Marçal pedindo que Cury e Caiado apoiassem Flávio reforçaram o apelo ao voto útil para encerrar a eleição no primeiro turno também tiveram forte destaque. Já os pedidos de votos para aliados ao Senado tiveram impacto nos respectivos estados e seguiram o discurso de combater os abusos que a campanha atribui ao STF.
Boletim AP Exata: Após sete dias de forte crescimento nas redes, menções positivas a Flávio voltam a cair, índice de confiança tem leve redução e medo tem leve aumento.
Flávio Bolsonaro passou de 42,31% para 40,34% de menções positivas nas redes, nesta quinta (1º), queda de 1,97 ponto percentual em relação ao dia de ontem.
O movimento também aparece nas emoções monitoradas, co leves alterações. A confiança recuou de 14,58% para 14,43%, enquanto o medo avançou de 17,56% para 17,92%.
Lula apresentou estabilidade. As menções positivas passaram de 43,68% para 43,79%. A confiança ficou em 16,31%, com redução de 0,10 ponto, e o medo em 16,19%, queda de 0,07 ponto.
Com isso, a distância nas menções positivas entre os dois voltou a aumentar, de 1,37 para 3,45 pontos. A vantagem de Lula em confiança passou de 1,83 para 1,88 ponto. No medo, Flávio ficou 1,73 ponto acima de Lula, ante 1,3 ponto na quarta.
A avaliação do governo permaneceu estável. Rruim/péssimo em 41,9%, ótimo/bom em 33,8% e regular em 24,3%.
Portanto, pós a sequência forte de melhora, Flávio perdeu fôlego nesta quinta. Lula mantém indicadores pessoais melhores, mas o desgaste do adversário veio acompanhado de pouca mudança nos seus próprios índices e na avaliação do governo.
Boletim AP Exata: Flávio melhora índices nos últimos dias antes do 1° turno.
Flávio Bolsonaro chegou a 40,9% de menções positivas, alta de 7,5 pontos em uma semana e 2,7 no dia de ontem.
Lula cresceu 1,9 ponto no mesmo período, mas nesta terça (29) apresentou queda de 0,8 ponto e ficou em 44,6%.
O movimento de melhora nos índices de Flávio também abarca as emoções monitoradas. Nos últimos sete dias, o percentual de posts que o mencionam e que conotam confiança passou de 12,4% para 14,4%, alta de 2 p.p., enquanto o medo caiu de de 19,% para 17,7%, recuo de 1,3 p.p.
As emoções referentes a Lula registraram estabilidade, com confiança e medo permanecendo na casa dos 16%.
Assim, Lula mantém ainda indicadores pessoais melhores, mas Flávio reduziu significativamente a distância e mostra um importante ritmo crescente de chegada.
A diferença nas menções positivas entro os dois principais candidatos caiu de 9 para 3,7 pontos, enquanto a vantagem de Lula em confiança recuou de 4 para 2,1 pontos. No índice de medo, a distância também diminuiu, de 2,2 para 1,7 ponto.
Já avaliação do governo ficou estável, mas com tendência de aumento da rejeição. Ruim/péssimo marcou ontem 41,8%, ótimo/bom 33,8% e regular 24,4%.
O jogo seguem em aberto, mas Flávio vem mostrando fôlego maior nesta reta final.
Anthony Garotinho renasceu das cinzas. É o tema mais viral das redes políticas hoje, após o debate da Globo. Vivemos nitidamente a era do entretenimento e dos cortes para a Internet. A ver como essa exposição rápida e em larga escala vai influenciar no voto dos eleitores do Rio de Janeiro. Será um case interessante de acompanhar.
Hoje nasce a Rockmilk.
Uma empresa que parte de uma ideia em que acredito muito, que é o uso de dados e tecnologia para acelerar o que pode ser acelerado e proteger aquilo que só o humano consegue criar.
Criatividade, inteligência, cultura e negócio na mesma mesa.
Muito feliz de ver esse projeto ganhar o mundo hoje.
Welcome, Rockmilk. 🚀
clubedecriacao.com.br/ultima…
Sergio Denicoli retweeted
Replying to @Jotinha
Os dados das redes são claros. A imagem pessoal de Lula apresenta índices melhores que a do Flávio, mas a aprovação do governo continua a cair, formando um paradoxo praticamente inédito na democracia brasileira. Os números da AP Exata mostram que essa queda se intensificou a partir de agosto. Portanto, o apoio eleitoral a Flávio não nasce da sua credibilidade nem do seu carisma, que permanecem baixos, mas de um forte sentimento antipetista concentrado no desejo de mudança de governo.
O fator decisivo da eleição está, portanto, na capacidade, ou na incapacidade, de Lula recuperar a confiança da população e melhorar a avaliação da sua gestão. O quadro atual é de empate técnico, mas, se a aprovação subir, Lula tende a consolidar vantagem, porque o voto no adversário assenta sobretudo num descontentamento de protesto, sendo, até o momento, ainda frágil.
O caso envolvendo Alexandre de Moares e o Banco Master coloca o país em uma situação de profunda crise de credibilidade do Judiciário. O ministro tem uma rejeição que abarca todos os espectros políticos. Isso torna a situação dele, perante o público, insustentável. Em entrevista ao programa WW, da CNN, apresentei os dados da AP Exata sobre o caso. Compartilho aqui o vídeo.




