Quem deseja fome ao pobre que votou diferente deveria lembrar de quem é o Deus que diz servir: o mesmo que mandou “dar de comer ao faminto”, inclusive ao inimigo. Não existe versículo que justifique querer o mal de um pobre. Existe o Deus que se fez pobre para salvá-lo.
Imagine aquele senhor ou aquela senhora que mora onde Judas perdeu as botas. Sem celular, sem televisão, sem acesso a quase nada. Alguém chegou e disse que um certo candidato ia transformar a vida dele, e ele acreditou, porque a esperança é a única coisa que o pobre tem de sobra.
Agora me diz: essa pessoa merece passar mais fome do que já passa? Merece afundar ainda mais na miséria em que já vive, por ter votado errado numa escolha que ela mal teve condições de entender?
Eu penso que não, e acho que Cristo pensa igual.
Porque desejar mais sofrimento a quem já sofre não é zelo por justiça, é crueldade com roupa de justiça. O voto equivocado de um homem simples não o torna meu inimigo; torna-o alguém que foi enganado, e por quem eu deveria ter compaixão, não desprezo.
Jesus olhou para as multidões e “teve compaixão delas, porque estavam cansadas e desamparadas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). Ele não desprezou a ignorância do povo, ele se compadeceu dela.
Não sou cientista, sou um entusiasta que ama tecnologia e inovação. Meu modelo, como milhares de outros, acertou o 1º turno e errou o 2º. Faz parte: modelo erra, a gente estuda o erro e melhora.
O que eu não esperava era o que veio depois, recebi uma enxurrada de xingamentos e comentários maldosos, muitos de gente que se apresenta como cristã e conservadora, que fala o tempo todo em família, moral e valores.
Gente que se acha limpinha, mas que nunca usa pra si a régua que usa pros outros, divergir é legítimo, errar é humano, inclusive pra quem cria modelos. Mas fé que precisa de ódio pra se sustentar não é fé. É torcida.
Os modelos erraram ou o mundo saiu da curva?
1/3
17 anos em tecnologia. Já respondi por soluções inteiras no Brasil e em 177 países. Arquitetura, dados e, há alguns anos, ML e redes neurais.
Se tem uma coisa que aprendi é que em dados não existe “QUASE CERTO" No financeiro, um modelo errado pode fechar uma instituição inteira.
🧵
2/3
Modelo de inadimplência não se avalia pela média. Se avalia pela cauda, onde mora o risco de verdade. E detecção de anomalia existe pra uma coisa... quando o evento raro aparece, ele precisa ser explicado. Não ignorado, nem aceito no automático.
Cada lado monta um Jesus à sua própria imagem, recortando os evangelhos para caber na sua política já decidida.
E isso tem um nome na Bíblia, é fazer um ÍDOLO. Um ídolo é um deus que a gente esculpe para concordar conosco. Quando você sai de uma análise honesta de Jesus e Ele confirma exatamente a sua tribo política em tudo e não te confronta em nada, você muito provavelmente não encontrou Jesus, encontrou um espelho.
Então, respondendo da forma mais honesta que consigo.. Jesus hoje não entraria na sua tribo.
Ele entraria na sua cidade, tocaria o leproso que o seu lado despreza, diria ao seu lado a verdade que ele não quer ouvir, comeria com o publicano e com o zelote na mesma mesa, e seria, muito provavelmente, rejeitado pela esquerda e pela direita ou por todos os lados, porque o Reino dele é grande demais para caber em qualquer bandeira que os homens fabricam.
Parecer-se com Ele não é escolher o lado certo no espectro, mas é ser alguém que o espectro inteiro não consegue conter, porque pertence a outro Reino.
MAS E JESUS, DE QUE LADO ELE FICARIA?
essa pergunta “qual lado?” é a mesma armadilha que tentaram contra Ele. 🧶
No tempo de Jesus, a sociedade era intensamente polarizada, com facções bem definidas:
- os zelotes (revolucionários nacionalistas, queriam expulsar Roma pela força),
- os herodianos (colaboravam com o poder romano),
- os fariseus (conservadores religiosos do povo),
os saduceus (a elite aristocrática que administrava o Templo em acordo com Roma).
Cada um tinha o seu “projeto político".
MAS E JESUS, DE QUE LADO ELE FICARIA?
essa pergunta “qual lado?” é a mesma armadilha que tentaram contra Ele. 🧶
No tempo de Jesus, a sociedade era intensamente polarizada, com facções bem definidas:
- os zelotes (revolucionários nacionalistas, queriam expulsar Roma pela força),
- os herodianos (colaboravam com o poder romano),
- os fariseus (conservadores religiosos do povo),
os saduceus (a elite aristocrática que administrava o Templo em acordo com Roma).
Cada um tinha o seu “projeto político".
Então a primeira coisa que preciso te dizer com toda a clareza é.... a pergunta
“Jesus seria de esquerda ou de direita, democrata ou republicano?”
é, estruturalmente, a mesma armadilha da pergunta sobre o imposto. E a resposta mais fiel ao caráter dele não é escolher um lado, é mostrar por que Ele não cabe em nenhum, e por que tentar encaixá-Lo é justamente o erro.
então “qual estaria mais alinhado a Ele”?
O que posso te dizer com segurança é como medir, em vez de qual escolher. Então em vez de perguntar “qual lado é o de Jesus?”
a pergunta cristocêntrica é:
“em qualquer posição que eu considere, onde ela se aproxima do caráter de Cristo e onde ela o trai?”
Porque você provavelmente encontrará, em cada lado, algumas coisas que ecoam o Reino e outras que o negam. E a sua lealdade não é a um lado, é a Cristo, o que significa que você vai aplaudir o seu “lado” quando ele acertar e confrontá-lo quando ele errar, em vez de defendê-lo cegamente.
O cristão fiel é o pior membro de partido que existe, porque sua lealdade máxima está sempre acima do partido.
Não façam isso pelo amor de Deus... Cuidem das suas casas, das suas familias, e se possivel, migrem, procurem outros Países.
O mundo jaz no Maligno. Vocês ouvem isso desde pequenos. Por isso, não coloquem sua esperança em ninguém, a não ser em Jesus.
g1.globo.com/mundo/noticia/2…
Eu vi alguns vídeos de um certo deputado do missão dizendo o seguinte:
"Eu não posso pedir para o povo NÃO IR PARA A RUA e NÃO QUEBRAR TUDO, porque esse eleição é ilegitima".
Vou lhes dizer uma coisa... NÃO FAÇAM ISSO.
Para quem gosta de biblia, filosofia e etc. Professor @TassosLycurgo dia 27 as 20h00
31 das 33 pesquisas mostravam Flávio na frente. Meu modelo também. Lula venceu com 51,8%. Fui atrás do porquê. 🧵
9/10
O que muda daqui para a frente? Corrigir as pesquisas pelo erro da última eleição deixa de ser seguro: um erro que troca de lado não é uma constante a descontar. Os modelos vão precisar de faixas de dúvida mais largas e medir melhor para onde vai o voto de quem perdeu.



