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Decidi escrever sobre algumas coisas que to estudando: dentro da filosofia há diferentes programas de pesquisas e mesmo q você faça um recorte e foque em apenas um grupo ainda tem muita diversidade. Aqui eu quero comentar sobre o conjunto de investigações que envolvem conceitos.
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Eu posso explicar economicamente porque a taxa de juros é tão alta no Brasil, mas me permitam fazer uma explicação de economia política melhor ainda.
O Brasil surgiu como uma empreitada colonial escravocrata. Em plantations, custo unitário do trabalho é o que determina a competitividade ainda que o custo de maquinário e bois seja relevante. Quando o Brasil começou a ser pressionado para parar de importar escravos, a solução foi importar mão de obra europeia. Só que começamos a nos industrializar em 1870, começamos a ter conflitos políticos urbanos na mesma década e isso se arrastou, de uma forma ou de outra, até 1930, quando tivemos a revolução oligárquica de 1930. Porque sim, 1930 foi briga de oligarquia com oligarquia.
Entre 1870 e 1930 a gente passou de um modelo em que poucos brancos simplesmente sifonavam de uma forma ou de outra o fruto do trabalho de negros e indígenas escravizados para um modelo em que uma elite branca tinha que manter algum tipo de política de segurança pública que mantivesse trabalhadores livres brancos, que conseguiam alguma coisa aqui e ali, e trabalhadores livres negros quietos enquanto exploravam seu trabalho.
Para resolver isso, Vargas criou o modelo de cidadania regulada em que só era cidadão quem tinha carteira de trabalho, leia-se, trabalhadores brancos urbanos. Aqui entra Wanderley Guilherme dos Santos, especialmente em Cidadania e justiça (1979) e Razões da desordem (1993). O problema brasileiro é que tivemos que enfrentar quase simultaneamente três conflitos que, nas democracias europeias, foram administrados ao longo de períodos muito maiores: integração nacional, participação política e redistribuição.
A industrialização produziu novas classes, organizações e demandas antes que tivéssemos instituições suficientemente consolidadas para mediar seus conflitos. Vargas respondeu incorporando parte dos trabalhadores à ordem política por meio de direitos sociais vinculados às profissões reconhecidas pelo Estado, ao mesmo tempo que submetia os sindicatos à tutela estatal.
A legislação não excluía formalmente os negros, mas, numa sociedade que havia abolido a escravidão sem integrar economicamente os libertos, a exigência de inserção ocupacional reconhecida reproduzia desigualdades raciais profundas. Trabalhadores rurais, domésticos e informais continuaram excluídos de boa parte da proteção social. A solução foi, portanto, incorporar sem universalizar, redistribuir sem alterar substancialmente a estrutura de propriedade e organizar o conflito social sem permitir que ele se manifestasse autonomamente.
Em Razões da desordem, Santos (1993) vai além: a expansão da participação e das demandas sociais ocorreu mais rapidamente do que a institucionalização dos mecanismos capazes de processá-las. Construímos um Estado que legisla e regula muito, mas cuja autoridade não alcança parcelas consideráveis da sociedade. E isso era fundamental para o modelo desenvolvimentista porque esse mecanismo de exclusão e disciplina permitia que o país sustentasse uma economia fechada para sustentar a classe média branca sem competição e transferisse montanhas e mais montanhas de recursos para estatais e indústrias ineficientes.
O resultado é aquilo que ele chama de um híbrido institucional: uma poliarquia moderna, com eleições competitivas, organizações representativas e legislação abundante, convivendo com um «hobbesianismo social» marcado pela desconfiança, pela baixa adesão às regras coletivas e pela prevalência de interesses particularistas. A Constituição de 1988 rompeu com parte importante da cidadania regulada ao universalizar direitos, mas não eliminou as desigualdades econômicas e a fragmentação social herdadas desse processo.
Em particular, o problema é que a gente incluiu os outsiders, mas não eliminamos o fechamento comercial, a política industrial e o uso do orçamento público para sustentar as elites predatórias e extrativistas. FHC começou a resolver isso com privatizações, eliminação de barreiras comerciais, criação do aparato de políticas sociais e, especialmente, resolvendo a inflação ao mesmo tempo que aumentou a carga tributária. Lula I continuou esse processo, com um enfoque mais social. Isso impediu o conflito porque tornou a alocação mais eficiente.
Lula II só empurrou o conflito com crescimento, ele colocou muito fermento no bolo e impediu que as elites e os mais pobres entrassem em conflito aberto. O problema é que Dilma I entrou na pira de que esse modelo de solução era neoliberal e precisávamos de uma guinada desenvolvimentista. Resultado? Ela implodiu a economia brasileira tentando resgatar as benesses das elites.
Dilma II foi uma tentativa desesperada de correção de rota que não deu certo. Temer foi uma mistura de tecnocratas tentando impedir o colapso e o Centrão rapinando tudo que encontrava pela frente e, por fim, Bolsonaro foi um ajuste pró-elite até o STF avisar a ele que ele tava com a corda no pescoço depois da brincadeira do 7 de setembro e ele entregou tudo pro Centrão pra se salvar.
Lula III foi inconsistente, de um lado tínhamos Haddad, Marina e Tebet tentando resolver o problema da forma correta. Do outro tínhamos Gleisi, Rui, Marinho, Lupi, et caterva brincando de Dilma III. Ou seja, conseguimos adiar o problema, mas a conta chegou.
Hoje ou resolvemos o problema fiscal, punindo as elites parasitárias, com cortes previdenciários no topo, supersalários, abrindo a economia, matando a NIB, resolvendo inconsistências do Plano Safra, ajustando o BPC e políticas aos mais idosos... ou vamos tirar dos mais pobres, seja via cortes de gastos sociais, seja via inflação.
Como, em geral, escolhemos não enfrentar o problema distributivo nacional, gastamos mais do que crescemos de forma ineficiente. Isso joga os juros pra cima.
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Minha mae falando q nao aceitaria eu namorando uma mulher bissexual
Mae as ultimas 15 mulheres q eu me envolvi eram bissexuais
"ATENDA"
#OPINIÃO
📝Marcos Lisboa | Preservar o social ou fazer ajuste fiscal é um falso dilema. Principal desajuste é a expansão obrigatória de despesas em meio à distribuição de benefícios para grupos de interesse
www1.folha.uol.com.br/mercad…
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A cultura mexicana é tão rica da maior riqueza que o ouro não pode comprar. Que bonita homenagem
Isso não é "meramente uma questão cultural", mas o resultado de muito tempo onde há uma massa de pessoas na miséria e que estão dispostas a aceitar pouquíssimo para sobreviver.
"O cidadão é capaz de gastar um salário mínimo tomando whisky, mas na hora de pagar um salário mínimo pra empregada, ele fica com raiva." - @LulaOficial
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I hate sf halloween, what do you mean you’re going as survivorship bias
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Gosto bastante do argumento do Marcos Mendes @mjmendes65: com a redemocratização, os mais pobres passaram a ser atendidos pelo Estado — mas as elites mantiveram ou ampliaram seus privilégios.
O problema é que a conta não fecha, e o país não cresce.
Artigo instigante do economista Marcos Mendes. Pacto social da Constituição de 1988 amenizou tensões e ajudou a consolidar democracia, mas está em crise com cenário econômico desfavorável e crescentes problemas fiscais do Estado brasileiro. www1.folha.uol.com.br/coluna…
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Sharks have a sixth sense that we humans don't possess.
In complete darkness, sharks can’t see their prey or its movement, & fish hiding in sand also make no noise.
Sharks use a specialised organ, the ampullae of Lorenzini, to detect the extremely weak electric signals generated by their prey’s muscles.
This organ is essentially a set of jelly-filled canals, mostly concentrated around the shark’s head.
So when a fish hides in the sand on the ocean floor, its muscle movement generates a weak electric field. The shark detects this field & attacks the fish without any visual cue.
Sharks are a masterpiece of evolutionary engineering. Every part of their bodies is adapted to diverse environments, like the gills in this video.
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Saiu na Folha @folha

ALT Tira de Laerte, em 4 quadrinhos. 1) Dodô, o tardígrado deputado, caminha por um corredor, desanimado. Ele fala: “Não consigo escrever leis.” 2) No ar surge o rosto espectral de Leon Tostói, que diz: “Deixa comigo.” - Dodô se surpreende: “Tolstói?” - Tolstói responde: “Sim.” 3) As mãos de Tolstói gesticulam e surge uma pedra como as dos 10 mandamentos, com muitas letras do alfabeto cirílico. 4) Dodô segura a pedra e comenta: “Está em russo.” - Tolstói já desapareceu no ar, mas sua voz ainda responde: “De nada.”
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Donald Trump diz que não tem planos de se encontrar com Flávio Bolsonaro
cnnbr.app/short/c2562569805/
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precisamos estudar o Uber moto que gosta de conversar enquanto pilota
meu filho eu não entendo nada do que você tá falando, só quero chegar viva em casa
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Familiares de garimpeiros se acabando em lágrimas ao ver seus equipamentos para prática criminosa EXPLODINDO
Fica a dúvida: Se um cara do IBAMA ver que alguém vai atirar em uma onça, o IBAMA tem autorização para fazer a pessoa ir de Vasco?
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Replying to @jonesmanoel_PE
Países diferentes em diferentes momentos do tempo têm diferentes taxas de crescimento, Jones. As taxas de crescimento potencial, como se fala entre quem entende de teoria do crescimento econômico de longo prazo, diferem, sobretudo em virtude de demografia, taxa de poupança/investimento e crescimento da produtividade.
Quer um exemplo de país emergente com regra fiscal relevante que é um dos que mais cresce, se não o que MAIS cresce, na América Latina há tempos? Chile, com regra de resultado primário estrutural que leva em consideração o ciclo de preços do cobre.
Quer exemplo de países do sudeste asiático que crescem muito rápido há muito tempo? Coreia do Sul e China. A primeira fez seu catching-up com os países desenvolvidos preservando equilíbrio orçamentário e fiscal; China usa déficits primários sucessivos, é verdade. Ambos, todavia, têm Estados de bem-estar muitíssimos reduzidos em relação ao modelo que a gente quer pro Brasil, e consequentemente taxas de poupança e investimento muito mais altas. Você certamente não defenderia replicar aqui os níveis de gasto social e previdenciário desses países.
A gente não precisa replicar exatamente aqui qualquer desses modelos, o Brasil não precisa copiar literalmente ninguém, nem mesmo o latino-americano Chile; queremos um modelo com Estado de bem-estar amplo, como o mostram sucessivos resultados eleitorais. Felizmente não precisamos copiar ninguém, mas precisamos compatibilizar meios e fins, inclusive o equilíbrio fiscal ao longo do tempo. Como o mostrou muito bem o Bráulio Borges nesses 3 textos:
blogdoibre.fgv.br/posts/conc…
blogdoibre.fgv.br/posts/qual…
blogdoibre.fgv.br/posts/bras…
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Regra fiscal é gênero, teto de gastos é espécie
Mais: tetos de gastos podem ter indexadores e mecanismos muito diferentes. O do Temer-Meirelles afetava toda a despesa primária e a congelava em termos reais, inclusive os pisos constitucionais; o de Lula-Haddad admite variação real do total das despesas sujeiras ao limite (há exceções) até 2,5% e piso de 0,6%, e ainda é internamente incoerente ao permitir que os pisos constitucionais variem com a receita líquida de impostos, exaurindo espaço pra despesa discricionária ao longo do tempo
Replying to @elrojodelPI
Regra fiscal é diferente de teto de gasto. O Brasil, com FHC, Lula I e II, tinha várias regras fiscais, mas só passou a ter um teto de gastos a partir de Temer. Tu sabe a diferença. Não entendo o motivo da má-fé.
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vai ser lá na estação das artes separem seus kg de alimento e cheguem cedo




































