O cantor Boy George reafirmou publicamente seu apoio aos judeus durante um show com ingressos esgotados em Israel, realizado na quarta-feira (4). “Se algum dia estiver em dúvida, eu estou ao lado dos judeus”, disse o britânico.
A manifestação reforça o posicionamento que o cantor já havia expressado anteriormente em defesa da comunidade judaica. Boy George também participou da música We Will Dance Again, homenagem às vítimas do ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, ocorrido durante o festival Nova.
Via: The Jerusalem Post
Há exatos 82 anos, em 7 de novembro de 1944, a poetisa e paraquedista judia Hannah Szenes foi executada pelos nazistas em Budapeste, na Hungria. Ela tinha 23 anos e ficou conhecida por sua participação em uma missão de resistência durante a Segunda Guerra Mundial.
Nascida na Hungria, Hannah emigrou para a então Palestina sob domínio inglês em 1939. Durante a guerra, voluntariou-se para integrar uma operação militar britânica que enviou paraquedistas judeus à Europa ocupada pelos nazistas, com o objetivo de ajudar a resistência e resgatar judeus perseguidos.
Em junho de 1944, ao cruzar a fronteira húngara, foi capturada e submetida a torturas e interrogatórios. Mesmo diante das ameaças, recusou-se a entregar informações sobre seus companheiros e sua missão.
Sua história se tornou um símbolo de coragem, compromisso e resistência diante da perseguição nazista. Hannah Szenes foi sepultada no Monte Herzl, em Jerusalém, e permanece lembrada por sua atuação e por seus poemas.
Um protesto de bicicleta marcado para domingo (8), na Filadélfia, EUA, convoca um boicote a seis restaurantes locais identificados pelos organizadores como “estabelecimentos sionistas”.
A manifestação está prevista para acontecer na região de Rittenhouse Square, na véspera do aniversário da Kristallnacht (Noite dos Cristais), um dos episódios mais graves da perseguição aos judeus antes do Holocausto.
O panfleto de divulgação traz mensagens explícitas: “Nada de negócios para sionistas! Esses estabelecimentos sionistas devem ir embora! Não em nossa cidade!”.
A convocação é organizada pelos grupos Philly Bike On Your Left, Boycott CookNSolo e Philly Solidarity Calendar, que também chamaram os proprietários dos estabelecimentos de “seres humanos repugnantes”.
A iniciativa provocou forte reação de organizações judaicas e autoridades locais.
“Marcar estabelecimentos para que sejam expulsos da Filadélfia é uma tentativa de intimidar, marginalizar e excluir membros da comunidade judaica da vida econômica e cívica da cidade”, afirmam, em comunicado conjunto.
A campanha evidencia uma perigosa distorção: discordâncias políticas sobre Israel não justificam perseguir, intimidar ou tentar expulsar comerciantes judeus de uma cidade. O antissemitismo não deixa de existir quando se apresenta sob o rótulo de antissionismo.
Fonte: The Jerusalem Post
O sionismo é um dos conceitos mais presentes no debate sobre Israel, mas também um dos mais frequentemente distorcidos. No Brasil, a polêmica mais recente foi do deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE), que anunciou proposta de levar à bancada de seu partido um projeto de lei para criminalizar o sionismo, classificando-o como forma de racismo.
Mas, afinal, o que significa sionismo, como surgiu e quais são suas diferentes correntes? Neste carrossel, explicamos suas origens, seus princípios e a diversidade de ideias dentro do movimento.
Eva Geller, sobrevivente do Holocausto de 90 anos, morreu hoje (6), quase um ano depois de ter sido gravemente ferida no atentado terrorista em Bondi Beach, em Sydney, Austrália.
Em 14 de dezembro de 2025, dois homens armados abriram fogo contra participantes do evento judaica de Chanucá. O ataque deixou 15 mortos e dezenas de feridos. Eva foi uma das vítimas e passou os meses seguintes enfrentando complicações decorrentes dos ferimentos.
Nascida na Romênia, Eva havia sobrevivido à perseguição nazista ainda criança. Segundo pessoas próximas, após o atentado ela demonstrou extraordinária força e determinação durante sua recuperação.
A morte de Eva representa mais uma consequência devastadora da violência antissemita que atingiu a comunidade judaica australiana. Sua história também reforça a importância de combater o antissemitismo e garantir que judeus possam viver e celebrar sua identidade religiosa em segurança.
Fonte: The Times of Israel
NOTA PÚBLICA
Repúdio à proposta de criminalização do sionismo anunciada pelo deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE)
A StandWithUs Brasil repudia veementemente a proposta anunciada pelo deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) de levar à bancada de seu partido um projeto de lei para criminalizar o sionismo, classificando-o como forma de racismo.
O sionismo é o movimento de autodeterminação do povo judeu em sua terra ancestral. Para a grande maioria dos judeus, no Brasil e no mundo, ele é parte de sua identidade.
Criminalizá-lo significa, na prática, transformar em crime a expressão de uma identidade nacional e abrir caminho para a perseguição de judeus pelo Estado. Negar aos judeus um direito reconhecido a todos os outros povos é uma forma de antissemitismo.
A equiparação entre sionismo e racismo não é nova. Ela remonta à Resolução 3379 da Assembleia Geral da ONU, aprovada em 1975 com o apoio da União Soviética e de regimes autoritários, e que contou com o voto do Brasil, então sob a ditadura militar. Na época, o líder dos direitos civis Bayard Rustin, um dos organizadores da Marcha sobre Washington ao lado de Martin Luther King, considerou a resolução um insulto às gerações de negros que lutaram contra o racismo real. Em 1991, já em plena democracia, o Brasil votou pela Resolução 46/86, que revogou a equiparação de 1975.
A proposta também contraria a Constituição Federal. O artigo 4º estabelece a autodeterminação dos povos, a defesa da paz e o repúdio ao racismo como princípios das relações internacionais do Brasil, que há décadas defende a solução de dois Estados, com israelenses e palestinos vivendo lado a lado, em paz e segurança. O artigo 5º assegura a liberdade de manifestação do pensamento. Defender a solução de dois Estados, posição oficial do país, significa reconhecer o direito do povo judeu à autodeterminação, e isso não pode ser tratado como crime.
O combate ao racismo é uma tarefa fundamental da democracia brasileira e não pode ser usado para restringir os direitos de uma minoria. O antissemitismo não tem lado político e deve ser rejeitado venha de onde vier.
A StandWithUs Brasil reafirma seu compromisso com o enfrentamento de todas as formas de discriminação e com a proteção dos direitos fundamentais de todos os povos.
StandWithUs Brasil
São Paulo, 5 de novembro de 2026
🇮🇱 A moda israelense ganhou destaque no Festival de Cinema de Roma!
Kim Kardashian chamou a atenção ao aparecer com um vestido da estilista israelense Galia Lahav (@galialahav), durante a divulgação da segunda temporada de All's Fair, série da plataforma Hulu, em 26 de outubro.
O modelo, chamado Riviera, faz parte da coleção de alta-costura para noivas One of One, apresentada apenas 13 dias antes na Semana de Moda para Noivas de Nova York. Com estampa de bolinhas pretas e brancas, corset estruturado e uma longa cauda, o vestido foi escolhido pelo stylist Law Roach.
Galia Lahav é um nome de destaque da moda israelense no cenário internacional. Suas criações já foram usadas por celebridades como Beyoncé, Jennifer Lopez e Paris Hilton.
O look de Kardashian repercutiu em veículos internacionais de moda, como Elle e Harper's Bazaar, dando ainda mais visibilidade ao trabalho da estilista israelense.
Durante uma partida da Liga dos Campeões (Champions League), nesta terça-feira (3), na Turquia, torcedores do clube turco Galatasaray exibiram faixas que pediam a “erradicação” do sionismo, além de outras mensagens anti-Israel, em um jogo contra o time alemão Stuttgart.
O problema é que defender a erradicação do sionismo equivale a defender a eliminação do único Estado judeu no mundo. Isso é ódio antissemita e jamais deveria ser tolerado em um estádio. Na Liga dos Campeões não deveria haver espaço para racismo ou discriminação.
👉 MANIFESTE-SE: acesse o perfil abaixo e envie uma mensagem direta (DM) exigindo que eles condenem publicamente esse ódio e responsabilizem os envolvidos:
📩 @ChampionsLeague
Há 31 anos, em 4 de novembro de 1995, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, foi assassinado por um extremista judeu de direita, após participar de um comício pela paz em Tel Aviv. Rabin foi uma das principais lideranças dos Acordos de Oslo, que buscavam estabelecer um caminho para a paz entre israelenses e palestinos. Seu assassinato marcou profundamente a história de Israel e se tornou um alerta sobre os perigos da intolerância e do extremismo.




























