Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo em Brasília, desde fuga de candidato derrotado a festa de aniversário do vencedor. Isso naturalmente concentra muita atenção da mídia e da sociedade, mas o evento mais importante para o futuro do Brasil segue em organização célere e discreta: o megaacordão para abafar simultaneamente todos os escândalos que atingem poderosos nos três poderes. A peça fundamental neste acordo é a reeleição de Davi Alcolumbre, com o compromisso de não instalação de CPIs ou processos de impeachment. Será interessante ver como os senadores vão se comportar na eleição de 01/02/27, especialmente aqueles eleitos com compromissos efusivos de combate à corrupção e investigação de ministros do STF. A minha posição é pública e foi comunicada serenamente ao próprio Davi: não conte com o meu voto. Concordo que o Brasil precisa de urgente pacificação, mas ela não pode ser construída com base em impunidade e cinismo, ignorando a vontade amplamente manifestada pela sociedade brasileira, que não suporta mais tanta desconexão entre suas necessidades reais e as vontades de uma elite corrompida.
Vou me integrar aos esforços para construir uma candidatura capaz de conquistar a presidência do Senado, partindo de premissas claras: 1) a eleição no Senado não representa um terceiro turno. As eleições presidenciais acabaram e Lula venceu; 2) transparência e combate à impunidade devem ser eixos centrais; 3) o Senado deve formular urgentemente soluções legislativas estruturais que garantam estabilidade fiscal, eleições mais baratas e justas, combate ao crime organizado e resgate da credibilidade da Justiça. Já existem diversos bons projetos que caminham nessa direção, o que falta é liderança e vontade política.
A mudança que tantos desejam não vai cair do céu ou chegar pelas mãos de um salvador da Pátria. Vai chegar pelo trabalho de muita gente, começando agora.
Parabéns para o presidente Lula, vitorioso pela quarta vez. Mesmo com toda a turbulência de uma eleição disputada e com problemas graves no processo eleitoral, a diferença de votos deixa evidente a opção dos brasileiros. A vontade das urnas deve ser sempre respeitada. Agora começa o urgente trabalho pela reconstrução do Brasil, com respeito às diferenças políticas e foco na melhoria da vida dos brasileiros.
Parabéns para todos os envolvidos: o resultado das eleições será objeto de questionamento judicial, independentemente do vencedor. É mais um absurdo que conta com a participação direta de ministros do TSE e STF.
A escolha democrática dos brasileiros coloca novamente no segundo turno da eleição presidencial dois nomes que merecem respeito, mas que não representam aquilo que eu entendo ser necessário para resolver os problemas do presente e muito menos para projetar um futuro que garanta desenvolvimento econômico e social para o Brasil.
Na minha opinião Luís Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro reduzem as eleições a uma medíocre disputa de rejeições. Eles não demonstram condições para enfrentar problemas que se tornaram crônicos no Brasil, como a corrupção, o avanço das facções, a radicalização política e a desigualdade social agravada pela precarização do mercado de trabalho.
Lula representa um projeto politico que envelheceu mal e que não demonstra capacidade de reação. Flávio representa ao mesmo tempo um vazio de ideias e uma proximidade com ilícitos típica da política fluminense.
Os dois arrastam para a presidência escândalos e práticas incompatíveis com a importância do cargo.
Não é razoável para mim apoiar qualquer um deles com base apenas na rejeição ao outro, embora eu respeite as opiniões e escolhas de cada eleitor ou liderança pelo Brasil afora.
Então a minha posição nestas eleições será de neutralidade. Os filiados do MDB em Sergipe estão liberados para adotar a postura que entendam adequada, posto que o diretório não deliberou sobre o tema.
O eleito, seja quem for, contará com a minha ajuda para todos os projetos que possam melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos sergipanos, ao mesmo tempo em que terá a minha oposição aos erros e maus projetos.
Encerradas as eleições será necessário iniciar um processo intenso de identificação e desenvolvimento de novas lideranças nacionais que sejam capazes de construir um projeto de Brasil mais justo, democrático e seguro.
É preciso mobilizar a imensa maioria de brasileiros honestos e trabalhadores com base em construção e respeito e não em destruição e ódio.
Precisamos reconstruir o Brasil.
Você não precisa gostar ou concordar com o Deltan Dallagnol, mas é impossível ver o vídeo do @adrianosoares e não entender que a ação contra ele é abusiva. Democracia exige justamente respeito entre aqueles que pensam de forma diferente.
O jurista e advogado @adrianosoares, uma das maiores autoridades em Direito Eleitoral do Brasil, fez uma explicação brilhante e didática ao máximo sobre o nosso caso.
Assista até o fim e compartilhe!
Parabéns para todos que participaram das eleições como candidatos, independentemente do resultado conquistado. Já merece reconhecimento o simples ato de colocar o nome à disposição dos eleitores em um ambiente profundamente contaminado pela corrupção eleitoral e por uma polarização cega que praticamente cala o debate de ideias e trajetórias.
E muito obrigado aos sergipanos que me concederam mais um mandato como senador da República!
As eleições no Brasil são cada vez menos a festa da democracia e cada vez mais um festival de corrupção eleitoral, mentiras, violência e abuso judicial. Essa reta final com polarização até sobre Nossa Senhora e nenhuma proposta concreta para melhorar a vida dos brasileiros é um escárnio.
O vazamento das conversas entre Davi Alcolumbre e Daniel Vorcaro completa parte relevante do quebra-cabeça: o pedido de CPI do Master, com mais de 50 assinaturas, é engavetado por Alcolumbre. Os senadores seguem o rito legal e pedem ao STF que determine a instalação, como manda a constituição. O processo cai na mão do ministro Kassio, outro citado em mensagens extremamente comprometedoras. Ele engaveta o processo por meses e nada é investigado. É o sistema podre funcionando na cara dos brasileiros. A ação contínua dos maus e a omissão covarde dos bons. Mas desistir do Brasil não pode ser uma opção, então vamos seguir lutando na justiça e no voto! Na primeira sessão da próxima legislatura será missão inegociável impedir a reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado. Só isso vai destravar essa barreira de impunidade.
A decisão do ministro Zanin é uma decepção, como aliás tem sido decepcionante a atuação do STF em geral. Ele nega a liminar para instalação da CPI do STF/Master alegando não ter prova suficiente da omissão do presidente do Senado.
Sob ponto de vista formal, vamos juntar ainda mais informações e pedir que o ministro revise seu entendimento.
Sob ponto de vista prático, a omissão de Davi Alcolumbre está amplamente demonstrada e já se enquadra na categoria dos fatos notórios, aqueles que nem precisam ser provados diante da sua intensa obviedade.
Por fim, olhando o aspecto institucional, essa permanente tentativa de empurrar os escândalos para debaixo do tapete vai acabando com a pouca credibilidade que a Justiça ainda tem, se é que ainda restou alguma.
O mandado de segurança que exige a instalação de CPI no Senado para apurar a relação entre Vorcaro/Master e os ministros Moraes e Toffoli foi finalmente distribuído e terá como relator o ministro Zanin. A jurisprudência do STF é pacífica no sentido da instalação como direito da minoria, então a expectativa é de concessão da liminar e criação imediata da CPI. São fatos graves que precisam ser apurados com total transparência e o Senado é o espaço adequado para isso.
A lista de ministros do STF que precisam ser investigados e que aparentemente não têm condições de permanecer no STF segue crescendo. Agora vazamentos apontam possível envolvimento de Kassio Nunes Marques com o caso Master. Enquanto isso o mesmo Kassio segue engavetando há meses um mandado de segurança que exige a instalação da CPI do Master.
Os últimos fatos em Brasília e em Sergipe confirmam o acerto do que digo há muito tempo: a verdade é um bicho teimoso! Nem a força do dinheiro ou da toga consegue esconder a verdade o tempo todo. Em Brasília e em Sergipe as máscaras estão caindo e o eleitor atento está vendo.
Gosto da sugestão do ministro Dino: instaurar procedimento para investigação de todos os ministros envolvidos com o banco Master, independentemente da natureza ou relevância deste envolvimento. Só discordo sobre a responsabilidade pelas apurações. Entendo que o STF não terá isenção ou condições mínimas para isso, como demonstrou a triste sessão desta semana. O Senado é o espaço constitucionalmente adequado e o meio é uma CPI, como defendo há quase 8 anos.
Não é um acaso o fato de ter sido a única mulher ministra do STF quem reconheceu o ridículo da sessão e pediu desculpas aos brasileiros. Os colegas homens se dividiram entre agressividade vaidosa a serviço da impunidade e passividade na defesa da Justiça.
Esse novo precedente do STF é revolucionário: o julgamento que decide sobre a abertura de investigação conta com a participação e voto do próprio possível investigado.
Sessão no STF suspensa até as 14h. Voltará com a discussão de uma Questão de Ordem pedindo a união dos casos Moraes e Mendonça, o que já foi rejeitado pelo presidente Fachin. Chama atenção o destempero e ansiedade de Moraes, Gilmar e Dino, que buscam confrontar agressivamente Fachin e Mendonça. Nenhuma preocupação com a Justiça, Democracia ou combate à corrupção. Só desejo cego pela manutenção da impunidade que reina desde a criação do próprio STF.
Em paralelo ao início da sessão do STF correm os vazamentos de informações com o objetivo manifesto de constranger os ministros Kassio e Fux, que seriam possíveis votos favoráveis à abertura de investigação da conduta de Moraes e Vorcaro. Todo fato relevante que diga respeito a qualquer autoridade deve ser objeto de investigação criteriosa, inclusive o próprio vazamento que objetiva interferir em julgamento colegiado.
“Moraes acusa Mendonça de agir como Moraes” é um bom resumo da defesa do ministro. A necessidade de investigação formal da relação entre Vorcaro e Moraes é evidente e absolutamente essencial para a preservação de um mínimo de credibilidade da Justiça brasileira.


