Roque Citadini (@citadini) profile picture
Joined April 2009
Uma das grandes empresas responsáveis pelo desenvolvimento do Brasil foi criada em um momento de grande tensão geopolítica, com a Segunda Guerra Mundial, e sua história é creditada a muita negociação de Getúlio Vargas.
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A manutenção da taxa de juros é reflexo da mídia corporativa organizada com lobby dos fundos de investimento, rentistas e interesses políticos. Todos os sinais econômicos apontavam para uma redução na SELIC, mas a mantiveram em 13,75% — e o pior é o Galípolo aceitar isso.
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Xico. Sua nota está melhor que a matéria da Folha. Muito melhor.
Destaquei 8 trechos da entrevista de Flávio Bolsonaro à Glenn Greenwald, na Folha. Resumi as perguntas e as respostas. E fiz breves comentários. 1. Como vai pagar suas contas? Flávio: Tenho reservas. Sou parlamentar desde os 21 anos, empresário e advogado. Minha principal renda vem da advocacia. Comentário: Realmente a PJ da advocacia de FB faturou R$ 13,7 milhões, entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Curioso é que nem escritório tem, nenhum funcionário existe, não se conhece os processos jurídicos. Sabe-se lá como faturou. 2. Quando decidiu ir para os EUA? Flávio: Na segunda-feira fui visitar meu pai. Ao sair, a PF me avisou que eu não poderia deixar o país. Naquele momento, ele disse: "Você sabe onde é que eles querem chegar, né filho?". Eu falei: "Pai, fique tranquilo que eu sei o que tenho que fazer". Comentário: É certo que pai e filho conversaram sobre a saída do país. Então, por que gravou aquele vídeo mentiroso, interpretando um texto escrito, à tarde na segunda? Era somente para despistar. Tratou a todos nós como trouxas. 3. Houve fraude na prorrogação da eleição? Flávio: A questão não é sobre os eleitores que foram às urnas nessas duas horas. O problema é o que aconteceu dentro do TSE. Porque não tem nenhuma explicação matemática para o Lula ter tido aquela votação a mais que ele teve em relação ao primeiro turno. É impossível não ser manipulação de resultado. Comentário: Na votação do segundo turno, Lula teve um acréscimo de 10,3 milhões de votos e Flávio de 3,7 milhões. A soma dá 14 milhões de votos. Vieram de: a) 9,2 milhões da votação dos outros candidatos; b) 3 milhões de votantes pela queda na abstenção; e c) 1,8 milhão de votos inválidos (brancos e nulos) a menos. A soma dá 14 milhões de votos. 4. Quem é o verdadeiro presidente eleito do Brasil? Flávio: Nem eu nem Lula podemos falar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil. Eu tenho todas as ressalvas, motivos e indícios para desconfiar do que aconteceu nessas duas horas em que as eleições foram interrompidas. Comentário: Era só ter pedido explicações ao Kássio Nunes Marques, ou ao André Mendonça, que são o presidente e o vice-presidente do TSE, indicados pelo Jair Bolsonaro. 5. O PL também pediu a prorrogação? Flávio: Sim, porque o PT tinha pedido a prorrogação da votação na Bahia, um estado onde ele é, em tese, bem votado. Então nós raciocinamos o quê? Bom, já que está tendo um problema em outros estados, que são, em tese, mais à direita, vamos pedir também. Porque se der para um vai ter que dar para outro. Comentário: Bancaram o esperto, foi isso. Mas então significa que não trabalhavam com a hipótese de fraude. Que inventaram depois. 6. Se a esquerda consegue manipular a eleição, por que Lula não venceu logo no primeiro turno? Flávio: Qual a garantia que tenho que não venci a eleição no primeiro turno? O que explica, em 21 dias, o Lula vencer ou aumentar a votação em todos os estados onde ganhamos a eleição para governador no primeiro turno, onde fizemos os dois senadores das duas vagas que estavam em disputa? Comentário: o que explica foi um baita abuso de poder e uma incrível mobilização da militância petista. Lula venceu encima do antibolsonarismo. 7. Que acha da hipótese de Tarcísio de Freitas disputar em 2030. Flávio: Veremos em 2030, se tiver eleição, que eu não sei se vai acontecer, como é que esse atual governo vai conduzir o país, com tudo que ele vai tentar implementar de projeto comunista. Comentário: Ou seja, Flávio disse que o comunismo instalado no Brasil vai virar uma ditadura. Nem na Venezuela o fizeram. 8. Willer Tomaz está aqui em Miami, já se encontrou com ele? Flávio: Willer foi perseguido simplesmente por ser meu amigo. Nunca fui sócio dele. Acreditavam que, ao virar a vida dele do avesso, poderiam me atingir de alguma forma nas eleições. Agora, a eleição já passou. Eu peço que volte à normalidade. Comentário: É amigo, mas não sócio, de um dos maiores picaretas do mundo político brasileiro. Esse assunto ainda vai render, longe da normalidade. Resumo da história: Flávio está encurralado. Com a perda de poder de Trump, terá dias difíceis pela frente. Dinheiro não garante felicidade. E torço para que esposa e filhas fiquem bem.
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É quase uma loucura! Duas semanas após o país assistir às maiores manifestações populares da sua história, o que se intitula o maior jornal do país traz uma entrevista de um candidato derrotado vociferando um monte de invenções e mentiras sobre a eleição. A entrevista de Flávio Bolsonaro é o atestado que faltava da desconexão da mídia corporativa com o povo brasileiro. Somente um jornalista frustrado, menor, apequenado poderia fazer um trabalho sem qualidade como foi feito. Uma coisa tudo isso tem de bom: na história, as jornadas dos 15 dias de outubro que salvaram o Brasil não tiveram participação da mídia, como havia se metido na campanha das Diretas Já. O que o povo fez foi contra a mídia, Trump, Milei, Faria Lima, Meta etc. A porca entrevista de Flávio Bolsonaro marca o campo onde vocês estiveram e foram derrotados. É uma entrevista chapa branca. A gigantesca repercussão do que foi a eleição do Lula (a maior de todas) ilumina o mundo contra a direita populista e foi obra do povo, que abraçou o candidato, a democracia e o Brasil. E vocês estiveram contra.
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Stalin, Flávio e a Folha A entrevista de hoje de Flávio Bolsonaro, candidato da oposição derrotado por Lula na semana passada, na Folha não trouxe nenhuma novidade. As perguntas e as respostas não trouxeram surpresa. O resultado para o leitor será zero. Lembra a entrevista de Stalin no Pravda. Ficou muito distante da entrevista e matéria do New York Times. Teorias conspiratórias por todo lado e um questionamento do processo eleitoral, que seria ilegítimo, além de uma explicação fantasiosa sobre sua vida financeira. Tudo passou como se nada importasse para o candidato derrotado, o perdido jornalista e o assustado leitor. A entrevista serviu para o jornalista atacar o ministro Alexandre de Moraes, eleito por ele — e pelo jornal — como o inimigo da democracia. Poderiam ter pedido a Flávio Bolsonaro um caso — apenas um — de fraude ou indício de fraude eleitoral, e ele não teria. Ficou na denúncia genérica que o jornalista silenciou. Quando o senador (quase ex-) disse que vive de "reservas financeiras" da atividade de advogado e empresário, bastaria o jornal pedir o nome dos 10 maiores clientes do escritório de advocacia ou os principais processos em que atuou para o senador ficar mudo. Nada relevante foi perguntado e nada foi respondido. A entrevista pouco serve para esclarecer as dúvidas que o candidato levanta sobre a eleição e serve menos ainda para explicar sua vida no Rio, em Brasília ou em Miami.
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Dançando com o abismo. O colapso do Paraguai, com crise bancária, queda do governo e manifestações de rua, é mais uma dura derrota da direita, onde a verdade econômica engole os sonhos da ideologia. O Paraguai não era uma nova Suíça, senão na cabeça da direita populista que avançava por todo lugar. Citado como "exemplo" por Milei, Bolsonaros e outros líderes, era, na verdade, um paraíso falso, fraco e pobre, longe de ser seguido por quem quer melhorar de vida. As dificuldades dos governos de direita aparecem por todo lado, e não há fé ideológica que sustente governo ruim por longo prazo. A vitória de Lula, estrondosa e, para alguns, surpreendente, destapou um julgamento severo de governos direitistas sustentados pelo trumpismo, bolsonarismo ou milenismo. É caso típico onde os números apagam os sonhos. A crise paraguaia pode ser pequena se acompanharmos a tempestade que se aproxima da Argentina. Com dívida externa gigantesca, com reservas em dólares quase zeradas, sem crescimento econômico e, principalmente, sem o socorro de Trump — atingido pela derrota eleitoral —, Milei deve estar no décimo grau de loucura. O risco Argentina é quase cinco vezes o do Brasil (200 x 900), o que só confirma a desconfiança dos investidores estrangeiros na combalida economia portenha. Os próximos meses na Argentina podem trazer muita emoção, mais um calote internacional e mais um colapso portenho.
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O Paraguai foi proclamado como exemplo por Milei, pelo bolsonarismo, pelo presidente do Chile, por Trump e por agências de avaliação de Nova York. Estado mínimo, liberdade para os negócios e poucos impostos construíram um novo paraíso. Era tudo mentira. Uma grande fraude. O colapso do Paraguai é o fruto perfeito do que a nova direita de Milei, Bolsonaro, Trump e outros menores trouxeram para os povos da América do Sul.
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O mercado sabe — e muito bem — que o presidente Lula não fará o ajuste fiscal que eles querem. A Faria Lima e seus jornalistas e economistas apostaram tudo no tesouraço de Flávio e perderam. Querem agora um milagre político em que o vencedor renuncie ao que defendia na campanha e adote o programa de quem perdeu nas urnas. O tal mercado quer um ajuste que tire o couro dos pobres. Querem corte no Bolsa Família, na aposentadoria, no BPC e — principalmente — nos reajustes do salário mínimo. E Lula, já está provado nos três governos, não rifa os pobres. Este talvez seja um dos grandes pontos de toda a sua vida: nunca abandonou os pobres. Não é homem de loucuras como confiscos bancários, tabelamentos e outras insanidades. Quer a casa em ordem, mas com o olhar voltado aos pobres. Por tudo isso, é muito positiva a discussão das propostas de André Lara Resende, um liberal clássico, mas que não quer repetir sempre a fórmula de ajuste pouco inovadora. O mercado, a Faria Lima, seus economistas e jornalistas deveriam sair da situação de imobilismo e pensar num ajuste que esteja de acordo com as urnas.
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Trumpismo e bolsonarismo no mesmo barco e na mesma tempestade O bolsonarismo tornou-se hegemônico no campo da direita com o triunfo do trumpismo nos EUA. A destruição das antigas direitas liberais, democráticas e globalistas, que predominavam no pós-Segunda Guerra, foi possível com o nascimento e a ação do movimento MAGA nos EUA. É daí que nascem as principais bandeiras, muitas vezes sustentadas por teorias conspiratórias malucas, que vão dando suporte a uma direita populista e com forte apoio eleitoral. Não há como separar o trumpismo, seu antiglobalismo e suas campanhas contra direitos de minorias de tudo que surgiu mundo afora agora. O bolsonarismo, Milei ou grupos europeus contra imigração, mulheres, gays e negros não teriam vida longa sem o trumpismo baseado no MAGA. A derrota desta semana, nas eleições norte-americanas, atinge fortemente essa extrema direita, pois retira um dos seus pontos centrais, que é o voto popular. Sem o trumpismo e seu conjunto de projetos, o bolsonarismo ficaria restrito a mais um levante de grupos radicais antiprogresso que conhecemos tão bem. É o trumpismo que faz a direita populista tormar o campo e ser a última alternativa aos liberais e à esquerda. Ainda não sabemos até onde irá a derrocada do trumpismo, mas a derrota foi forte. Certamente, sem as ideias MAGA, o bolsonarismo voltará ao seu canto: radical, antiprogresso, anti-direitos de minorias e autoritário. O bolsonarismo não vive sem o trumpismo.
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Efeito LULA
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Eita!
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👀 Con este discurso James Talarico venció a Trump en Texas y hoy es senador. Vean el video, miren cómo rebate todos los argumentos del evangelismo sionista que tanto daño ha hecho. Este discurso lo debería ver cada persona de Colombia que tenga inquietudes espirituales. ———- @DuvalierSanchez @dianamotavo
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Trump reconheceu a derrota depois de passar meses denunciando fraudes imaginárias por todo lado. Teve um minuto de bom senso, embora tenha se esquivado da responsabilidade: diz que quem perdeu foram os candidatos, e não ele. Aceitou o jogo da democracia, em que quem tem mais votos ganha. Diferente foi Flávio Bolsonaro, que perdeu mas não reconheceu a derrota. Nenhuma novidade, porque é tradição da família perder, negar a derrota e fugir. Triste é o caminho da direita, que amarra seus projetos a essa família. Benjamin Netanyahu também perdeu e, como os Bolsonaros, não reconhece a derrota. Mais grave: está conspirando como fez Jair em 2022, mas, como ocorreu no Brasil, terá dificuldade em virar a mesa.
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O Paraguai não resistiu nem uma semana como paraíso do bolsonarismo. A farsa de um país perfeito, onde tudo funciona bem, desmoronou. O principal banco quebrou, o Banco Central entrou em colapso e sobrou o povo na rua quebrando tudo e querendo sacar seu dinheiro. Está na hora de o bolsonarismo sair do sonho — ou do pesadelo — e enfrentar a realidade.
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O senador James Talarico, eleito ontem no Texas, se vier ao Brasil será apedrejado pelos evangélicos daqui. Educado em seminário presbiteriano, tem discurso progressista que, por aqui, levaria sua condenação ao fogo do inferno. Defende os pobres em tudo e, também, ataca os bilionários. Por aqui, as igrejas evangélicas proibiriam ele de entrar nos templos e seria execrado como comunista. Nossos evangélicos são os piores do mundo.
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Uma tempestade perfeita A brutal derrota eleitoral de ontem do trumpismo nas eleições para a Câmara e o Senado dos Estados Unidos marca o abalo no terceiro barco da extrema-direita atingido numa tempestade do voto. O avanço da onda reacionária que vinha sendo proclamada como irreversível sofre uma virada em 15 dias que pode mudar o jogo. Primeiro foi a vitória de Lula no Brasil, barrando o bolsonarismo, fruto local da direita populista; depois, a eleição em Israel, que deixa outro peão central da extrema-direita (Bibi) às portas de deixar o poder, batido nas urnas; e, agora, o massacre dos democratas, vencendo em locais onde só perdiam há mais de 100 anos. É uma reviravolta mundial poucas vezes vista. Há derrotados claros, como Trump, Bibi e Bolsonaro, mas há outros atingidos pelos cacos da tempestade. Milei é um deles. Sem dinheiro e sem apoio dos norte-americanos, corre o risco de ficar um náufrago gritando palavrões por todos os lados. Os barões de empresas de tecnologia, como a Meta e Elon Musk, e outros menores, que tanto jogaram sujo nas eleições, irão reprogramar suas ações; os evangélicos, que se tornaram o exército da linha de frente do conservadorismo, terão que encontrar outros textos para orar. É certo que, no caso de Trump, poderá manter o poder de veto para seus projetos, mas será contido. É o típico "pato manco" e não poderá continuar ficando taxas, punindo países e fazendo suas loucuras diárias. Não é uma revolução, mas os últimos 15 dias marcaram uma viragem. Começou no Brasil, com a vitória de Lula, genial e histórica, e não sabemos até onde irá. A extrema-direita está sendo derrotada pelo voto, com o povo na rua e com a luta na internet. O tempo, que parecia escuro e revolto, está mudando. E para melhor.
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Não tem pé nem cabeça fazer uma audiência pública para discutir uma medida provisória do Executivo que extingue as Bets. Deveria o ministro proferir seu voto sobre a constitucionalidade ou não e encaminhar ao Pleno. Discutir o mérito da matéria é para o Congresso e não para o Poder Judiciário. O STF tem tradição em fazer "audiência pública" para não decidir ou prorrogar por muito tempo. Esse não é um processo de conciliação. Essa audiência é ruim para o Judiciário e toma a competência do Legislativo. Só espero que essa aberração não continue e que o ministro vote rápido E deixe que o Congresso faça a discussão política e de mérito. Isso não é coisa própria do STF.
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A mídia não viu Fui às três grandes manifestações da campanha deste segundo turno na Avenida Paulista. As três foram gigantes, mas acho que a primeira (do dia 11) foi a maior da nossa história, inclusive maior que as das Diretas Já. A do último dia da campanha também foi gigante, assim como a da noite da apuração. Em todas tivemos grande engajamento de jovens, mulheres e idosos, todos com muita vibração. A primeira teve o impacto da surpresa, pois muitos ainda estavam abatidos pelo resultado do primeiro turno. Também vi que este mesmo tipo de engajamento estava ocorrendo em outras cidades. Até em cidades pequenas, algumas com muito agro, os eventos eram grandes, animados e com uma força popular nunca vista. Até hoje me pergunto como a mídia não captou esse movimento, essa animação, este engajamento gigantesco que anunciava uma mudança nas urnas. A mídia falhou. Por essa razão, disseram que a vitória de Lula foi surpreendente. A maior campanha eleitoral das últimas décadas não foi vista pela nossa imprensa. É um caso para estudo nas escolas de comunicação.
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Não conheço em detalhes a proposta de taxa de juros do economista André Lara Resende, mas, vendo a opinião contrária do Marcos Lisboa, já passei a apoiar. Lisboa é um negativista puro. Não acredita em nada do Brasil. Hoje, na Globonews, teve uma crise de ciúmes de André Lara Resende. Nada mais natural. Lisboa tem solução para tudo e sempre é genial. E não admite qualquer opinião contrária.
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Tribunal ou Parlamento? A "audiência pública" que o ministro Fux realiza nesta semana com o pessoal da jogatina para debater a medida provisória que proibiu as Bets é medida tipicamente parlamentar e estranha à competência do STF. Não é uma audiência de conciliação processual, mas uma tentativa de encontrar "outro caminho" que não o pretendido pelo Executivo ao extinguir as Bets. É uma excrescência. Isso não é competência de uma Corte Suprema. Caberia ao ministro Fux dizer apenas se há na proposta do Executivo alguma inconstitucionalidade. Se nada é inconstitucional, o caso deve seguir para decisão do Congresso. Ouvir as partes (que partes?) é apenas pretexto para não dar sequência à matéria. O STF vive fazendo isso quando não concorda com o mérito de matéria do Executivo e do Legislativo. A nova lei de distribuição dos royalties do petróleo vem há décadas sendo bloqueada pelo STF por infindáveis discussões e pretextos. E muitas " audiência pública". O STF não é Parlamento. Isso é grave e é invasão das competências do Legislativo e do Executivo. A mídia está quieta porque quer defender a jogatina das bets, pois algumas são de donos da mídia. O presidente Fachin deveria avisar ao ministro Fux que encerre seu momento de parlamentar, decida o caso e leve ao Pleno da Corte. Se isso for por este caminho, vai dar só mais uma confusão no STF.
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Essa frase foi inventada. Mas não era inocente. A diretoria do Banco Central queria privatizar o Banespa. Então inventou que ele estava quebrado. Era o contrário. A bronca de Brasília era que o Banco realizava uma operação ARO ( antecipação de receitas orçamentária ) com prefeituras e Estados. Era um empréstimo altamente lucrativo ( e seguro ) para o Banespa mas contrariava a nova política econômica de Brasília. O Banco dava lucro e era um espinho na garganta dos bancos privados. Sua privatização foi política e prêmio ao Mercado por apoiarem o governo.
Replying to @victorosaraiva
Um adendo: ouvi essa frase em alguma reportagem e nunca fui atrás de conferir se o Quércia realmente a disse. Parece que o Quércia negava ter dito e dizia que ela tinha sido inventada pelo Estado de S. Paulo (quem assistiu ao Roda Viva com ele sabe o quanto adorava o Estadão, rs). Pode ser mais uma dessas lendas que entraram para o folclore político como a suposta frase do FHC “esqueçam o que eu escrevi”. No caso do Quércia pouco importa se ele disse ou não. A frase continua sendo verdadeira.
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