
Fundador da @juvtrabalhista. Brasileiro, tudólogo, palpiteiro e do contra. Torço mesmo é pra explosão dessa rede social.
Rio de Janeiro, Brasil
Joined May 2018
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Quem criou este teste?
Eu achei curioso que ele de fato faz a separação entre trabalhismo e social-democracia.
Social-democracia aparece com a rosa vermelha e trabalhismo aparece com... bigorna e martelo.
O esforço dos trabalhistas tem dado certo.
Minha filiação partidária se eu fosse um carioca imortal obrigado a estar em algum partido:
1822-1831: Partido Português (saio porque acaba o partido)
1831-1834: Partido Caramuru (saio porque acaba o partido)
1834-1840: Partido Regressista (saio porque acaba o partido)
1837-1889: Partido Conservador (saio porque acaba o partido)
1889-1924: Partido Republicano Fluminense (saio quando morreu Nilo Peçanha)
1924-1929: Partido Comunista do Brasil (saio por não tankar o pecebismo)
1929-1930: Aliança Liberal (saio pelo fim da revolução)
1932-1934: Ação Integralista Brasileira (saio por não tankar os fãs do Gustavo Barroso)
1934-1937: Partido Aliancista Renovador do Rio de Janeiro (saio porque acaba o partido)
1945-1965: PTB (saio porque acaba o partido)
1966-1979: MDB (saio porque regime abriu)
1979-1984: PTB (saio porque brizola)
1984-2006: PDT (saio porque virou humilhação)
2006-2009: PTdoB (saio porque foi só um teste)
2009-2017: PPL (saio porque PDT reviveu)
2017-2022: PDT (saio porque virou humilhação)
2022-2023: PT (saio porque não consegui me render)
2023-2024: PTB (saio porque vivaldo me expulsou)
2024-2026: CIDADANIA (é o que tem)
Nogueira Louro retweeted
patria.juvtrabalhista.com.br…
App para filiação a juventude trabalhista, queridos! Baixem, entrem, marquem a boas vindas dos novatos e sigamos na luta.
Apoio absoluto por algo similar no Brasil.
E digo além.
Para além de não ser brizolista:
Provavelmente, só gosto tanto de Brizola porque ele morreu.
Não que eu desejasse sua morte. É, de longe, o político cuja biografia conheço mais profundamente. Sei detalhes de sua vida íntima que sequer chegaram aos livros, graças à convivência com amigos próximos, familiares e até adversários seus.
Mas Brizola só se tornou o mito que sobreviveu a Leonel porque morreu. Como acontece com tantas personalidades, foi a morte que permitiu transformar uma trajetória encerrada em legado.
Os vivos ainda não têm um legado definitivo. Podem, a qualquer momento, contradizer o que fizeram, trair o que defenderam ou destruir a imagem que construíram de si mesmos.
Com eles, sou cético e teimoso: aos vivos, por mais que os admire, ofereço crítica e contestação; aos mortos, cuja obra já não pode ser continuada nem desfeita por novas ações, ofereço epitáfios e reconciliação.
O culto aos mortos, diferentemente do culto aos vivos, tem uma função cívica observada desde Platão: permite que gerações anteriores continuem participando da nossa compreensão do presente. Comte, referência para tantos trabalhistas, escreveu: “Os vivos são sempre, e cada vez mais, governados pelos mortos”. Na Igreja Católica, santos só são santos depois que morrem.
Prefiro, portanto, a democracia dos mortos à oligarquia dos vivos. Chesterton me parece ter intuído bem sobre o significado da tradição: ela permite que aqueles que vieram antes de nós também tenham voz na construção do presente. Há, contudo, uma condição: os mortos devem participar do julgamento da história, não encerrá-lo. Seus legados merecem ser examinados, não obedecidos cegamente.
Sou mesmo antiquado. Em política, só me interessa o que é velho ou, de preferência, o que está morto.
Só assim consigo olhar para o passado sem confundi-lo com o presente e comparar, com alguma clareza, qual caminho pode de fato nos conduzir ao novo.
Há trabalhismo brizolista?
Na imagem, estou eu com meu boneco de Leonel Brizola.
Quem me segue, sabe que falo muito sobre Brizola, Vargas, Jango e derivados. Inspirado neles, consolidei um movimento político: a @juvtrabalhista.
Mas preciso esclarecer algo para evitar confusões sobre as ideias que compartilho aqui, quase sempre por meio de comentários sobre essas figuras:
Não sou brizolista.
Isto significa que simpatizar profundamente com a biografia pública de Leonel Brizola não é suficiente para fundamentar minha visão de mundo e minha identidade política. Da mesma forma, simpatizar profundamente com a biografia pública de Jesus Cristo não me tornaria necessariamente cristão.
Também significa que não reconheço em Brizola a intenção de fundar uma nova corrente política em torno do próprio nome, embora seus feitos tenham contribuído para esse resultado. Vejo nele alguém que tentou, até o fim da vida, agir como um necromante reacionário, lutando contra o tempo para ressuscitar uma tradição política que a ditadura militar havia matado: o trabalhismo brasileiro. Vejo um signo potente e recente dessa tradição.
De seu sucesso, nasceu a busca necessária por um novo trabalhismo. De seu fracasso, seus órfãos fizeram nascer o não tão necessário brizolismo.
Quando fui eleito presidente da Juventude Trabalhista em sua fundação, removi, do protótipo de sua apresentação, a palavra brizolismo, antes da organização votar seus primeiros princípios eleitos. Não apenas não me considero brizolista: desincentivo quem reivindica o legado do trabalhismo a sê-lo.
Faria o mesmo com qualquer termo personalista que pretendesse se apresentar como sinônimo de uma tradição política que deveria representar a cultura política nacional de nosso povo.
Esse também foi o esforço de trabalhistas como Alberto Pasqualini. O trabalhismo brasileiro, herdeiro de outros eu-ismos como o varguismo, o florianismo e o castilhismo, foi nomeado para superar sua velha mania de cultuar os vivos, mais do que de sua saudável necessidade de focar em seus próprios objetivos.
Janguismo, brizolismo, cirismo... Essas identidades, tão infantilizadas quanto lulismo ou bolsonarismo, são subprodutos do trabalhismo brasileiro. Não são sua origem, mas derivações posteriores à consolidação de sua doutrina. Quando transformadas em identidades políticas autônomas, tornam-se vícios a serem gradualmente superados: substituem a pátria e o trabalhador, sujeitos históricos da nossa tradição, pelo ídolo e seus feitos, que deveriam ocupar um lugar secundário.
Quem incentiva o trabalhista a se definir por essas categorias contribui para fragmentar o campo, trocar a tradição pelo personalismo e, consequentemente, o nacionalismo pelo faccionismo.
Alberto Guerreiro Ramos, um dos grandes pensadores do trabalhismo brasileiro, já tratava os personalismos de seu tempo, como o varguismo e o janguismo, como doenças políticas. Não vejo por que brizolismo e cirismo, muito mais recentes, seriam menos graves: apenas insistem no mesmo erro.
Se fosse obrigado a ser eu-ista de algo, que seja do lourismo, porra. Ao menos sobre esse -ismo, eu tenho alguma certeza sobre o que é que o autor de fato pensa e posso reconhecer a centralidade que ele ocupa na minha própria identidade.
Há trabalhismo brizolista?
Na imagem, estou eu com meu boneco de Leonel Brizola.
Quem me segue, sabe que falo muito sobre Brizola, Vargas, Jango e derivados. Inspirado neles, consolidei um movimento político: a @juvtrabalhista.
Mas preciso esclarecer algo para evitar confusões sobre as ideias que compartilho aqui, quase sempre por meio de comentários sobre essas figuras:
Não sou brizolista.
Isto significa que simpatizar profundamente com a biografia pública de Leonel Brizola não é suficiente para fundamentar minha visão de mundo e minha identidade política. Da mesma forma, simpatizar profundamente com a biografia pública de Jesus Cristo não me tornaria necessariamente cristão.
Também significa que não reconheço em Brizola a intenção de fundar uma nova corrente política em torno do próprio nome, embora seus feitos tenham contribuído para esse resultado. Vejo nele alguém que tentou, até o fim da vida, agir como um necromante reacionário, lutando contra o tempo para ressuscitar uma tradição política que a ditadura militar havia matado: o trabalhismo brasileiro. Vejo um signo potente e recente dessa tradição.
De seu sucesso, nasceu a busca necessária por um novo trabalhismo. De seu fracasso, seus órfãos fizeram nascer o não tão necessário brizolismo.
Quando fui eleito presidente da Juventude Trabalhista em sua fundação, removi, do protótipo de sua apresentação, a palavra brizolismo, antes da organização votar seus primeiros princípios eleitos. Não apenas não me considero brizolista: desincentivo quem reivindica o legado do trabalhismo a sê-lo.
Faria o mesmo com qualquer termo personalista que pretendesse se apresentar como sinônimo de uma tradição política que deveria representar a cultura política nacional de nosso povo.
Esse também foi o esforço de trabalhistas como Alberto Pasqualini. O trabalhismo brasileiro, herdeiro de outros eu-ismos como o varguismo, o florianismo e o castilhismo, foi nomeado para superar sua velha mania de cultuar os vivos, mais do que de sua saudável necessidade de focar em seus próprios objetivos.
Janguismo, brizolismo, cirismo... Essas identidades, tão infantilizadas quanto lulismo ou bolsonarismo, são subprodutos do trabalhismo brasileiro. Não são sua origem, mas derivações posteriores à consolidação de sua doutrina. Quando transformadas em identidades políticas autônomas, tornam-se vícios a serem gradualmente superados: substituem a pátria e o trabalhador, sujeitos históricos da nossa tradição, pelo ídolo e seus feitos, que deveriam ocupar um lugar secundário.
Quem incentiva o trabalhista a se definir por essas categorias contribui para fragmentar o campo, trocar a tradição pelo personalismo e, consequentemente, o nacionalismo pelo faccionismo.
Alberto Guerreiro Ramos, um dos grandes pensadores do trabalhismo brasileiro, já tratava os personalismos de seu tempo, como o varguismo e o janguismo, como doenças políticas. Não vejo por que brizolismo e cirismo, muito mais recentes, seriam menos graves: apenas insistem no mesmo erro.
Se fosse obrigado a ser eu-ista de algo, que seja do lourismo, porra. Ao menos sobre esse -ismo, eu tenho alguma certeza sobre o que é que o autor de fato pensa e posso reconhecer a centralidade que ele ocupa na minha própria identidade.
Eu // Minhas posições filosóficas
Não posso dizer que esperava o resultado. Preciso me aprofundar em filosofia não-política.
Outra distorção da historiografia de oposição é essa ideia de "faces de Vargas". Vargas não teve faces, no mínimo teve fases.
Seus diários não deixam mentir. Eles mantém uma tônica.
Era alguém de formação ideológica consolidada, com personalidade política não muito diferente do que se esperaria de um gaúcho por tantas décadas influenciado pelo castilhismo e posteriormente influenciado pelo nacionalismo da Primeira República.
De fato, se portava como uma esfinge. Agia não como se tivesse várias faces, mas como se não tivesse face alguma. Mas hoje, tendo ele já morrido e com os historiadores já tendo tido acesso à sua intimidade, já não é mais possível essa relativização exagerada de quem foi Vargas.
O Vargas de 1950 é o Vargas envelhecido de 1937, que é o Vargas envelhecido de 1930, que é um humano, que como qualquer outro, envelheceu.
Quem respeita o legado de Vargas, precisa reconhecer seu legado pela linha contínua que foi, não por como um projeto caótico e sem coesão, que se adapta "a' vontade do freguez"...
Replying to @nullaveritas
Se for a face de Vargas do Estado Novo. Sim! Fechou o regime. O Vargas pós segunda guerra é outra coisa, liberdade a democráticas. Qual é o mistério?
O mistério é não perceber a contradição de que o Estado Novo não foi um mero fechamento do regime político, mas também uma abertura autoritária do Estado à sociedade.
Aquele dominado pelo vocabulário liberal vai chamar de democracia exclusivamente os regimes que se organizam por eleições entre elites dirigentes. Esse significado eleitoreiro, no entanto, sequer dialoga com a etimologia da palavra democracia, que significa abstratamente "poder do povo".
Se poder do povo é o que significa democracia, o Brasil não conhecia regime político que mais tenha empoderado a população comum até a implementação do Estado Novo.
Inegavelmente instituído de maneira arbitrária e autoritária, e inegavelmente mantido com práticas violentas e abusivas, a face menos comentada do Estado Novo foi o fato de que este também foi o primeiro regime que garantiu as medidas de integração social no Brasil.
Isto é, entendendo que os regimes anteriores tratavam a questão social e do trabalhador como caso de polícia, e falavam abstratamente de direitos civis e liberdade política sem qualquer medida efetiva para o combate aos mandonismos locais e para o desenvolvimento da população não votante, o Estado Novo foi o primeiro regime da nossa história a se abrir para os trabalhadores, para o desenvolvimento nacional e para novos grupos e quadros dirigentes.
A expansão da burocracia federal e a incorporação de técnicos, intelectuais e setores das classes médias alteraram a composição e o funcionamento do Estado. O poder público tornou-se uma via de ascensão e participação para grupos que não dependiam exclusivamente dos mecanismos tradicionais de representação oligárquica. O padrinho começou a ser substituído pelo concurso. O QI (Quem Indica) começou a ser substituído pela educação. O coronel começou a ser substituído pela nação. Nesse sentido, não só foi mais efetivo que a Primeira República (1889-1930), mas também mais efetivo que a Segunda (1930-1937).
Não mentem os que acusam o Estado Novo de ter sido um regime autoritário. Distorcem, no entanto, aqueles que o acusam de ter substituído a democracia no Brasil. Pelo contrário: garantiu-a. A partir das bases sociais concretas avançadas no Estado Novo, o Brasil teria depois sua experiência percebida como a mais democrática, a Quarta República (1945-1964).
Replying to @nullaveritas
Se for a face de Vargas do Estado Novo. Sim! Fechou o regime. O Vargas pós segunda guerra é outra coisa, liberdade a democráticas. Qual é o mistério?
MELHORES PARTIDOS DA HISTÓRIA DO BRASIL:
Nenhum
(lista montada com base no critério democracia interna efetiva)
Nogueira Louro retweeted
Se eu governasse, qual seria minha relação com cada partido?
⬛️🟥🟧🟨🟩🟦🟪
PT/PCdoB - 🟪
PSB - 🟪
PV - 🟪
PSOL/REDE - 🟪
PDT - 🟪
MDB - 🟪
PSDB/CIDADANIA - 🟪
UB - 🟪
PP - 🟪
PRD/SD/AVANTE - 🟪
PL - 🟪
PSD - 🟪
PODE/REP - 🟪
MISSÃO - 🟪
NOVO - 🟪
DC - 🟪
PMN/AGIR/PMB - 🟪
Pequenos poderes sobem mais à cabeça do que grandes poderes.
Quem sente ter pequenos poderes tende a querer ter grandes. Quer ascender, conquistar mais espaço, provar que merece mais do que lhe foi concedido. Tem fome de poder. E quem tem fome, tem pressa. Sobretudo quando acredita que permanecer onde está é uma forma de humilhação.
Já quem sente ter grandes poderes, por sua vez, acomoda-se. Se não for megalomaníaco, passa a preocupar-se menos em conquistar e mais em conservar. Mas, quando a segurança se converte em complacência, acaba caindo diante daqueles que ainda têm fome, pressa e disposição para arriscar.
Talvez isso explique por que há países nos quais a política nacional parece relativamente pacificada, mas, quando se observa a vida cotidiana, encontram-se condomínios, sindicatos, associações e pequenas organizações cujas disputas produzem mais rancor, perseguições e sangue do que certas revoluções.
Porque o poder não se mede apenas pelo que permite fazer, mas também pelo que representa para quem o exerce. Quanto menor o universo em que alguém manda, maior pode ser a parcela da própria identidade que deposita no direito de mandar. Uma contestação deixa de ser uma divergência e passa a ser uma afronta; uma derrota, em vez de uma alternância, torna-se uma humilhação.
O grande poderoso pode negociar porque tem muito a preservar. O pequeno poderoso pode destruir tudo porque tem muito a provar.
Assim, um grande ditador pode ter o poder de governar um país inteiro, enquanto um coroné pode precisar controlar até o último detalhe de um pequeno mundo para sentir que é alguém.
E, às vezes, é justamente nesse pequeno mundo que o poder revela sua face mais mesquinha e feroz.
Você sabe o que significa evolução?
Pois é. Ela não existe só na biologia.
Pra chegar no interior do nordeste, primeiro precisaria pisar no nordeste.
Até Getúlio, políticos nacionais só ligavam para Rio, Minas e São Paulo. A Revolução de 30 foi apoiada por RS e também por Paraíba não por acaso.
Getúlio foi o primeiro candidato a presidente a fazer campanha no Nordeste.
Mais do que isso. Foi o primeiro candidato a presidente não nascido no Nordeste a PISAR no Nordeste.
A maior parte das estruturas usadas por Lula para fazer política no Nordeste foram criadas por Getúlio, bebê. Se Lula financia a região, criou o "Chamada Nordeste", incentivou a agricultura familiar, incentivou o microcrédito rural, através do Banco do Nordeste, foi porque antes disso tudo, Getúlio CRIOU o Banco do Nordeste.
Getúlio andou para que Lula pudesse correr. E mesmo assim o velho parece que não corre, só desfila.
O Brasil não nasceu com Lula. Nem Lula, e nem Getúlio, descobriram o Nordeste. Entendo seu ressentimento com sua infância no sertão e tudo mais, afinal, o passado pro pobre era uma merda mesmo e o presente continua sendo. Mas agora que superou sua infância, tem a oportunidade de estudar a história do desenvolvimento da sua região para garantir que ele continue.
Faça isso e pense duas vezes antes de palpitar hostilmente de novo contra o legado de seu país por aí.


































