Depois de deixar o país e se autodeclarar “verdadeiro presidente do Brasil”, Flávio Bolsonaro (PL) ficou isolado politicamente. O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que nem ele nem o partido podem afirmar que houve fraude, e o PL desistiu de pedir a anulação da eleição. Tarcísio de Freitas defendeu respeitar o resultado das urnas, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou que a eleição acabou.
Nem Donald Trump embarcou na tese. “Sei que demos a ele autorização para entrar no país, então veremos. Mas não vou me envolver”, disse o presidente americano, embora tenha chamado a eleição de “muito estranha”. O Departamento de Estado informou que dará visto a Flávio e à família, e não o asilo político anunciado por aliados.
A carta divulgada nos EUA teve ao menos quatro versões. Nas primeiras, ele se dizia “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, e uma delas trazia o brasão antigo dos “Estados Unidos do Brazil”, usado até 1968. A versão final fala em “líder do Brasil”, mas mantém a alegação de fraude, sem provas, já que só 34 mil votos foram registrados no horário prorrogado, e Lula venceu por 4,4 milhões a mais.
Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), às 10h, com a mulher e as filhas, num jato que saiu de Puerto Iguazú, na Argentina, e fez escala no Equador, contornando o espaço aéreo brasileiro. Ele viajou com passaporte italiano, sem entregar os brasileiros, como determinou o ministro Alexandre de Moraes logo após a derrota.
A inflação do aluguel saltou de 3,34% para cerca de 5,2% em 12 meses depois que o IGP-M subiu 1,47% em outubro, abaixo dos 1,60% esperados e dos 1,57% de setembro, porque o outubro de 2025, de queda de 0,36%, saiu da conta e o atacado seguiu pressionando, com gasolina, soja e bovinos.
O resultado veio abaixo da segunda prévia do mês, de 1,59%, sinal de que a pressão perdeu força na reta final da coleta, mas o acumulado do ano chega perto de 5% e o Focus já projeta 5,61% para 2026.
Os contratos com aniversário em novembro sobem cerca de 5,2%, contra 3,34% para os de outubro.
Já nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta, timbrada com o brasão da República, em que se apresenta como “presidente eleito do Brasil” e diz que “impediram a minha posse”. Pouco depois, voltou atrás e publicou uma nova versão em que se diz “líder do Brasil”. A troca veio após o TSE, seu vice, Alfredo Gaspar, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o governador Tarcísio de Freitas reconheceram a vitória de Lula (PT).
Na carta, Flávio fala em fraude e afirma que a prorrogação da votação até as 19h em todo o Brasil, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, chegou quando as urnas já estavam encerradas. Segundo o TSE, as urnas registraram apenas 34 mil votos entre 17h e 19h.
O senador também chama de "impossibilidade matemática" o ganho de mais de 10 milhões de votos de Lula entre o primeiro e o segundo turnos. Os números do TSE explicam a diferença: os demais candidatos somaram cerca de 9,3 milhões de votos válidos no primeiro turno, e o segundo turno teve cerca de 4,7 milhões de votos válidos a mais. Juntos, Lula e Flávio ganharam 14 milhões de votos.
A carta confirma o que até então era apenas um rumor: a saída do senador do país. Flávio escreve que deixou o Brasil e levou a família para os Estados Unidos, “onde estamos em segurança”, e agradece ao governo Trump por acolhê-lo. Também agradece a Javier Milei, embora o governo argentino tenha negado a entrada do senador no país. Ele estava proibido por Alexandre de Moraes de sair do Brasil e diz que vai liderar a oposição a partir dos EUA.
“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu. Na carta, Flávio se compara a Rui Barbosa, que redigiu o decreto de proclamação da República e, no entanto, arrependido do que lhe parecia um feito grandioso, foi para o exílio ao enfrentar Floriano Peixoto; e a Charles de Gaulle, que liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy.
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A reunião de fatores perfeita para provocar uma recessão acaba de acontecer:
- Implementação da reforma tributária com uma alíquota de CBS de >11%;
- Taxa de juros beirando 14% a.a;
- Recorde de população endividada, superendividada e inadimplente;
- Ajuste fiscal irremediável;
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- El Niño prejudicando o agro
- Movimento inflacionário global
- Alta dos juros em países desenvolvidos
Replying to @vowtz
É possível continuar:
- Recorde de empresas inadimplentes;
- Recorde de recuperações judiciais;
- Taxas de juros elevadas no mundo inteiro;
- Petróleo a $ 110;
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Não adianta aumentar a arrecadação sem um novo teto de gastos. A conversa tem que começar por aí.
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Até agora Lula parece ter ido para o tudo ou nada. Nenhum pronunciamento sobre economia ou se vai endereçar alguma redução de orçamento.
O único movimento foi o "Imposto do Pecado".
O Tesouro Nacional recomprou R$ 31,6 bilhões em títulos atrelados à inflação na segunda e na terça-feira, terceiro maior volume semanal da história, atrás só de março de 2020 e março de 2026.
Pelo risco retirado do mercado, é a maior intervenção desde pelo menos 2013. Os juros devolveram parte da alta na terça, mas analistas alertam que a recompra não resolve o temor sobre as contas públicas, já que, sem uma resposta fiscal, comprar títulos seria como “enxugar gelo”.







